O piuí da Piauí
Caderneta no bolso, um olho no treino, outro no vestiário. Houve um tempo em que o jornalista esportivo buscava a notícia, investigava… calma aí, não é papo saudosista. Prometo que não vou invocar as tais lembrovitas . Armando Nogueira - Foto: Globo Eram outros tempos, é verdade, mas ali tinha pergunta, não achismo; tinha investigação, não um corte de 30 segundos gritando para viralizar no TikTok. A busca era pela verdade, pelo bastidor, por CONTEXTO. O jornalista não queria ser protagonista — queria ser o fio que ligava o torcedor àquilo que ele não podia enxergar. Errar fazia parte, exagerar, idem — mas ainda era jornalismo. Jornalismo que buscava o fato, não o like. Hoje, parece que o jogo virou — e tá pior que o 4x1 que tomamos da Argentina. O jornalista virou, muitas vezes, um influencer de arquibancada. Não pergunta, opina. Não investiga, faz react. É um descompromisso que aliena. O único compromisso que resta é com os dados de audiência do YouTube, com o engajamento no X — antig...